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12 de fev de 2011

HOMENAGEM A SARAMAGO

N. 362
T. Óleo/acrílica s/ tela
T. 40x30x1 cm
2010

9 comentários:

Roger Gauthier disse...

This extraordinary writer and poet would have liked this subdued homage. I have read "Blindness" in English. The translation did not do justice to the book in my opinion, not from what I have read about the original work.

I did not share his communist ideals, but then this is purely personal.

You painted him as if in a mist. One is forced to look carefully to grasp the meaning and see what's what. I love it.

Roger

Willy. CREALINELIJNEN disse...

Great poet and very strong idealist,beautiful, powerful painting!
Abraço,Willy

Dominic Doherty disse...

Great painting... I can barely see the face but I know it's there, which shows that you've done a great job.

Sandra disse...

Thank you so much for vsiting my blog and leaving such encouraging comments :0)
Your art is incredibly imaginative, unique and interesting! One day I would like to try painting in an abstract way, but I still have so muh to learn!

Leovi disse...

Excelente abstracto, admiro todo su trabajo, me parece muy sugerente uy expresivo, a mí no me deja indiferente. Un saludo.

Isabel Martínez Barquero disse...

Emocionado homenaje al gran escritor.
Me gusta muchísimo, Jaime.
Mis felicitaciones.
Un abrazo.

Antonio Machado disse...

Alô Jaime,
mais um belo trabalho! Gostei muito da homenagem ao gênio José Saramago.
Parabéns e um grande abraço

Azucena Rebon disse...

Jaime,grande homenagem a um grande homen.
Parabèns.Un abraço.

Dra. Denise Mairesse disse...

Aproveitando tua homenagem, te trago aqui o texto que escrevi em 06/11/2010 após assistir ao documentário "José e Pilar".

"JOSÉ E PILAR" – UM "FILME" SOBRE TEMPO, VIDA E AMOR
Denise Mairesse
O documentário estreado esta semana em Porto Alegre nos fala de verdades! Talvez algumas das raras verdades possíveis de se confirmar pela experiência. É assim que, para mim, apresentaram-se entrelaçados os temas vida, amor e tempo desde uma ótica materialista característica de Saramago. Em suas falas e expressões, testemunhamos uma delicadeza relativa ao seu olhar sobre a vida e, portanto, também sobre a morte cuja negação de Deus não compromete um modo de fé na existência e dedicação pela humanidade. Saramago parece ser movido pelo “belo” do ser, por mais que este comporte o trágico. Com simplicidade e ternura envolve-se com seu público, distribui beijos nas pequenas rodas, lamenta as multidões por perder o singular de cada sujeito e ter que se limitar ao que tem que ser feito: “fazer o que tem que ser feito” como diz no documentário (talvez com outras palavras). Dá autógrafos, entrevistas, pousa para fotos... ! Porém, de forma bem humorada, desenha com as palavras gestos de afeição e ao mesmo tempo ironia e crítica. Como em uma entrevista para imprensa no RJ, quando responde para um jornalista que lhe interroga sobre seu comentário de que suas respostas às entrevistas são como “caldos requentados” e ele lhe responde que “a culpa é vossa”, pois sempre fazem as mesmas perguntas, então só lhes restam as mesmas respostas”. Rs!

Entre fortes risadas, algumas lágrimas e muita atenção lá estava o público de “José e Pilar” vidrado na tela sob as imagens da vida e obra desse autor e sua amada. O filme se desenrola como um plano de viagem, atravessado por duas lógicas: a do tempo do Chronos (do tempo linear, dos nossos relógios) e do tempo do Ayon (o tempo do acontecimento, do desejo). Na linearidade do Chronos a vida de Saramago e Pilar passa pelo ordenamento dos compromissos, pela idade presa a realidade biológica. Mas, é na ordem do Ayion que eles vivem sua existência, que se dá a produção de vida e que se faz possível a realização do novo. Pela realidade cronológica ao qual a maioria está submetida, como salienta e reclama Pilar, Saramago deveria estar descansando com uma manta sobre seu corpo esperando a vida passar. É a recusa do instituído que faz com que um novo livro “A Viagem do Elefante” se produza e que um filme “Ensaio sobre a Cegueira”, aconteça também para ele, cuja obra de Fernando Meirelles remete Saramago a experiência de sua emoção com a escritura do livro. Escrituras sem pontuação, sem fim... Continuidade era o que queria Saramago.

O que não falta no documentário é exemplo de inspiração para ir adiante, fazer o que tem que ser feito, como um destino do qual não se escapa. Mas não um destino escrito nas estrelas, mas no “desejo”, desde o que cada um de nós tem de singular. Vivendo a vida com o gostinho de “vale a pena” Saramago teve a possibilidade de buscar o seu desejo e ao mesmo tempo construí-lo diante dos movimentos da vida, jogando-se sem temor para realizar sua obra e seu ser. É isso que mostram Pilar e José dando exemplos de força e entusiasmo na verdade também do amor que constituíram enquanto casal, daqueles raros que lembram o significado de felicidade.

NOTA desta autora:
Para variar, texto escrito entre bocejos... por isso perdoem os erros de português, más construções de frases... Mesmo ciente disto, penso que a hora de escrever é aquela em que as idéias pedem pelas palavras!